Mostrando postagens com marcador Gravidez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gravidez. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Em forma após a gravidez

Foi-se o tempo em que gravidez e maternidade eram sinônimos de ganho de gordura e baixa autoestima. Com um pouco de esforço, disciplina e alguns cuidados é possível se tornar mãe e, em um período de tempo razoável, retomar a forma de antes.

Algumas mulheres, de fato, surpreendem com a rapidez em que voltam à boa forma após serem mães, especialmente as famosas, que contam com todo o aparato possível para retomar as medidas. O último caso é o da apresentadora Adriane Galisteu que, em três meses, já conseguiu perder dez, dos 16 quilos ganhos durante a gestação de Vittorio.

Para conseguir retomar as medidas, Adriane optou pelo jeito mais saudável: cuidou da alimentação, praticou atividade física e amamentou, que além de ser fundamental para o bebê, queima cerca de 700 calorias por dia.

A prevenção durante a gravidez, no entanto, ainda é o melhor meio para se conseguir ter o corpinho de antes. Segundo a fisioterapeuta Lia Pontes, após o primeiro trimestre da gestação é recomendável que a mulher faça drenagem linfática para diminuir o inchaço, e pilates, que trabalha a postura, a capacidade cardiorrespiratória e a musculatura pélvica, que ajuda na hora do parto. Mas atenção, se você é sedentária, não vale durante a gravidez sair feito louca malhando por aí. A personal trainer Maíra Martins diz que as mulheres sem o hábito de praticar atividades físicas não devem começar durante a gravidez. “Nesse período, é recomendável que ela faça atividades de baixo impacto, como caminhadas ou hidroginástica”, explica.

Já após a gravidez, é interessante que a mulher continue com as sessões de drenagem linfática, faça estimulação russa e radiofrequência (que auxiliam na produção de colágeno) e atividades físicas de maior impacto, que atuam diretamente na queima das gorduras resistentes.

De biquíni após 3 meses
As primeiras aparições de Adriane Galisteu após ter dado à luz Vittorio não foram as melhores. A apresentadora causou polêmica afirmando que não tinha parado de fumar, pois acreditava que o estresse causado pela falta de nicotina seria pior do que o próprio cigarro. Mas logo depois, outro fator chamou atenção da bela: Adriane surgiu com uma barriguinha chapada, depois de três meses do nascimento de seu filho.

Durante a gravidez ela engordou 16 quilos e conseguir queimar as indesejáveis gorduras controlando a alimentação, caminhando e amamentando. “Não é fácil começar. Em casa, você vai ficando cada vez mais preguiçosa. E as pessoas chegam para visitar o bebê, tem sempre bolo, brigadeiro”, contou ela à revista Boa Forma, em que posou de biquíni.

Adriane não se movimentou durante a gestação. Nos últimos meses, por uma complicação, ficou de repouso e quase não se levantava da cama. Por isso, agora, a apresentadora não dispensa as corridas e abdominais, que estão lhe ajudando a recuperar a boa forma. “Não que eu deixei de me cuidar, longe disso. Minha meta é o Carnaval, quando serei rainha de bateria da escola de samba Unidos da Tijuca”, diz a bela, já com tudo em cima.

Mais
Disciplinada
“Como sempre tive uma vida mais regrada, continuei malhando até o último dia de gravidez. Meu personal sempre tinha muito cuidado para que eu não forçasse demais e causasse perigo ao bebê. Logo depois do nascimento de Luca, já estava com meu peso de antes. Atualmente faço musculação e procuro ter uma alimentação saudável.”
Renata Gioia, dentista. mãe de Luca, nove meses.

Genética
“Durante a gravidez eu procurei me alimentar melhor. Como tive algumas complicações, fiquei de repouso. Ao todo engordei doze quilos e, como sempre fui muito magra, voltei logo ao meu peso normal. Depois do nascimento de Matheus caminhava diariamente, mais pela saúde do que pela boa forma.”
Isabela Miranda, médica, mãe de Matheus




sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Pilates na gravidez - e em casa!

Respirar, alongar, fortalecer. Dá para fazer tudo isso na sua própria sala com esta sequência de exercícios desenvolvida para trabalhar adbome, coluna, pernas e braços.

Quando se fala em Pilates, a primeira imagem que costuma vir à cabeça são aquelas camas com molas que vemos nas academias. Mas a verdade é que esse exercício começou com uma série de solo e só mais tarde foram introduzidas as camas. Assim, com apenas um tapete apropriado (do tipo que não escorrega) e acessórios como almofadas e toalhas, é possível praticar pilates em casa durante a gravidez. O método trabalha respiração, alongamento, eficiência do movimento, alinhamento e força.

Aprovação médica


A liberação do médico é sempre muito importante, pois só ele tem condições de avaliar se você pode ou não fazer determinados exercícios e orientá-la quanto à frequência. Em geral, os professores de pilates recomendam duas vezes por semana. De acordo com Alessandra Costa Moreira, fisioterapeuta, a prática pode ser feita até o final da gravidez, sempre com a aprovação do obstetra.


No primeiro trimestre da gestação, o corpo faz um grande esforço para se adaptar ao embrião e à placenta em desenvolvimento. Entre outras alterações, ocorre a liberação da relaxina, enzima que ao incidir no tecido fibroso aumenta a flexibilidade. Por isso, é necessário tomar mais cuidado ao se exercitar nesse período para evitar uma lesão mais para a frente.


Já, no último trimestre, os movimentos que são feitos deitados ficarão mais confortáveis colocando-se uma almofada ou travesseiro para manter a cabeça elevada - isso vai ajudá-la a respirar com mais conforto. Também é aconselhável variar os exercícios, fazendo alguns deitada, outros sentada, outros de pé.

Respire fundo


A respiração é a base de todos os exercícios, portanto fique atenta à técnica correta. Com a mão sobre o abdome, inspire e sinta como se estivesse enchendo um balão que expande as costelas. Ao expirar, perceba as costelas se fechando. Contraia o abdome, colocando o umbigo para dentro.


É importante saber que todas as posturas do pilates podem ser adaptadas de forma a acomodar o corpo da gestante - como nesta sequência, na próxima página, indicada por Alessandra e Renata Rea Kneese, fotógrafa.

Repita os exercícios de cinco a dez vezes de acordo com sua disposição:


Para alongar os braços

Sentada em uma cadeira ou no chão, com as pernas cruzadas, abra os braços em forma de cruz, palmas das mãos para fora, como se fossem empurrar uma parede, dedos apontando para cima. Segure por cerca de 20 segundos. Bom para preparar os braços para ninar o o bebê e carregá-lo durante as mamadas.




 Para descansar as pernas

Sente-se em uma cadeira com apoio de costas. Coloque os pés sobre uma almofada para regular a altura dos joelhos formando um ângulo de 90 graus com o quadril. Levante uma perna e alternadamente flexione (inspirando) e estenda o pé (expirando). Melhora a circulação.









Para ganhar mobilidade e extensão da coluna


Sobre quatro apoios, pernas abertas e alinhadas com o quadril, braços abertos e alinhados com os ombros, mantenha as costas paralelas ao chão. Ao inspirar, arrebite o bumbum e a cabeça, criando uma curvatura nas costas. Ao expirar, contraia o abdome, arqueando as costas para cima (formando um C) e direcionando a cabeça para baixo.


Para fortalecer a lateral da perna

Deitada de lado, mantenha a coluna alinhada e as pernas estendidas levemente à frente do quadril. Ponha uma almofada sob a cabeça e dobre o braço, que também servirá de apoio. Na expiração, eleve a perna sem desabar o quadril. Na inspiração, retorne, sem encostar na outra perna. Repita o exercício dos dois lados.


Para dar mobilidade à coluna


Deitada com as costas e os pés bem apoiados, contraia o abdome e eleve o quadril, tirando vértebra por vértebra do chão e levando o osso púbico em direção ao teto, expirando. Na inspiração, volte desenrolando a coluna até apoiar novamente o sacro no chão.


VARIAÇÃO Coloque uma almofada entre os joelhos, inspire. Na expiração, pressione a almofada, contraindo o assoalho pélvico (como quem segura o xixi). Esse músculo é muito importante para o parto normal.


Para alongar as laterais do tronco  


De pernas cruzadas, sentada nos ossinhos do bumbum, expire levantando um braço para o teto. Mantenha o quadril no chão e alongue o braço para o lado oposto. Na inspiração, retorne. Expire repetindo o movimento para o outro lado.



 
 

Para alongar o ciático



Sentada, com as solas dos pés juntas e a coluna ereta, expire contraindo o abdome e fazendo uma suave flexão de tronco para a frente. Inspirando, volte à posição inicial, devagar.






Matéria publicada no dia 16/03/2010.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI97766-10564,00.html


http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI97766-10564-2,00-PILATES+NA+GRAVIDEZ+E+EM+CASA.html




domingo, 5 de outubro de 2008

Newsletter Edição Outubro - 2008

PILATES E GRAVIDEZ
 
Historicamente, as recomendações de exercício físico para gestantes variaram de acordo com os contextos socio-culturais vigentes, inclusive existindo períodos em que havia contra-indicações para a atividade física. No início do século XX começaram a ser desenvolvidos os programas de assistência pré-natal com o intuito de romper o ciclo vicioso medo-tensão-dor, incluindo a atividade física, porém sem um embasamento científico. As gestantes eram aconselhadas a reduzirem suas atividades e interromperem, até mesmo, o trabalho ocupacional, especialmente durante os estágios finais da gestação, acreditando-se que o exercício aumentaria o risco de trabalho de parto prematuro por meio de estimulação da atividade uterina. Hoje constata-se que a atividade física na gestação é recomendada na total ausência de qualquer anormalidade, mediante avaliação médica especializada. Durante uma gestação normal, quem já praticava exercícios pode continuar a fazê-lo, adequando a prescrição à gestação. Quem nunca praticou, procure orientação médica e inicie a partir do quarto mês de gestação, que é quando o embrião já se implantou.

Os exercícios no período pós-parto, não existindo complicações, iniciam-se 30 dias após o parto normal e 45 dias após a cesariana, aplicando-se os mesmos princípios utilizados para a prescrição de exercícios na população em geral. O retorno às condições pré-gestacionais, especialmente em atletas, dependerá do grau de aptidão que a mulher mantiver durante a gestação. Na fase de amamentação o exercício físico é seguro para o lactente e eficaz para a mãe no período pós-parto.
Os objetivos da prática de atividade física em gestantes são:
 
- a manutenção da aptidão física e da saúde;
- a diminuição de sintomas gravídicos;
- o melhor controle ponderal;
- a diminuição da tensão no parto;
- recuperação no pósparto imediato mais rápida.
 
Outros benefícios da atividade física na gestante são:
- o auxílio no retorno venoso prevenindo o aparecimento de varizes de membros inferiores;
- melhora nas condições de irrigação da placenta.

Na gestação, devem-se preferir os exercícios de menor impacto devido às alterações articulares próprias desta fase. A intensidade adequada deve ser igual ou inferior a 50% do VO 2máx ou da freqüência cardíaca (FC) de reserva. A duração em atividades aeróbicas deve ser de 30 minutos ou mais e a freqüência mínima de três vezes por semana, levando-se em consideração o grau de aptidão físico prévio.
Exercícios de flexibilidade são particularmente úteis na gestação para equilibrar a musculatura dorsolombar, abdominal e de assoalho pélvico, que estão em geral contraídos pela postura gravídica. Exercícios respiratórios também são importantes por favorecerem a conscientização corporal e promoverem as trocas gasosas. Estes são úteis ainda para o relaxamento e para o auxílio no trabalho de parto.
A segurança para a mãe e o feto deve ser a principal preocupação, especialmente nas questões referentes à adequada hidratação e a realização de exercícios em condições favoráveis de temperatura.
O programa Pilates para Grávidas é um programa de exercícios baseado no método original Pilates, porém especialmente adaptado e totalmente seguro e eficaz que pode ser utilizado durante a gravidez, pois auxiliam na postura, resistência muscular abdominal e pélvica (muito importante para um trabalho de parto tranqüilo), trabalho respiratório, melhora na circulação sangüínea (especialmente abdominal, o que é benéfico para o bebê) e circulação linfática (prevenindo o edema), diminuição das dores (principalmente nos membros inferiores e nas costas), aumento do relaxamento, diminuição da ansiedade, promovendo assim um bem estar físico e mental para este momento tão importante.
A Original Pilates proporciona um ambiente extremamente agradável e tranqüílo para esta prática, com espaço totalmente climatizado.
As contra-indicações absolutas são o sangramento uterino de qualquer causa, a placentação baixa, o trabalho de parto pré-termo, o retardo de crescimento intra-uterino, os sinais de insuficiência placentária, a rotura prematura de membranas e a incompetência istmocervical.

Referências:

1. Atividade física e gestação: saúde da gestante não atleta e cresciemnto fetal – Ver. Bras. Saúde Mater. Infant. Vol3, Nº2 Abr/Jun, 2003;
2. Pilates para Grávidas – Endacott, Jean, Ed. Manole – Barueri-SP, 2007;
3. Posicionamento Oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte: Atividade Física e Saúde na Mulher - Rev Bras Med Esporte _ Vol. 6, Nº 6 – Nov/Dez, 2000.